Serviços
Conheça mais sobre os serviços prestados pela GEODRIL POÇOS ARTESIANOS.
– Perfuração
O poço tubular profundo é uma estrutura hidráulica vertical e tubular que permite o acesso á água subterrânea confinada nos aqüíferos.
Uma obra de construção civil regulamentada pelo CREA e normatizada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT através das normas: NBR 12212 (Projeto de poço para captação de água subterrânea) e NBR 12244 (Construção de poço para captação de água subterrânea) de abril 1992, o poço tem garantia de cinco anos.
Podemos dividir a perfuração em 7 (sete) etapas:
- Elaboração do Projeto
- Escolha do Local
- Licença de Execução
- Construção do Poço
- Teste de Vazão
- Relatório Final
- Outorga de Direito de Uso
1. Elaboração de Projeto
O geólogo é o profissional qualificado para realização desse projeto, em seu estudo para elaboração do projeto ele analisa a área a ser perfurada observando a geologia local e vazão esperada.
Partindo deste ponto ele definirá o diâmetro da perfuração, profundidade estimada e método a ser utilizado bem como todas as demais características técnicas construtivas do poço.
2. Escolha do Local
A escolha do local deverá ser feita mediante estudo geofísico da propriedade que será realizada a perfuração. O cliente contrata uma empresa especializada nesse tipo de estudo e com o laudo em mãos definirá o ponto de perfuração.
O cliente poderá ainda utilizar outros métodos de sua livre escolha.
3. Licença de Execução
Para se perfurar poços tubulares profundos, em cada estado é necessário uma lincença.
Para se obter a Licença de Execução de Poço Tubular Profundo são necessários:
- requerimento com dados cadastrais do interessado
- localização do ponto de perfuração com as coordenadas em mapa topográfico
- estudo de avaliação hidrogeológica
- projeto do poço tubular profundo segundo normas ABNT, contendo descrição dos materiais a serem utilizados
- geologia e hidrogeologia da área
- informações de poços da região
São exigidos também uma cópia da ART do responsável técnico pelo projeto e o comprovante de pagamento de emolumentos.
4. Construção do Poço
A construção deve ser executada obedecendo às normas ABNT, o projeto aprovado pelo órgão regulador e por empresa comprovadamente idônea registrada no CREA, acompanhada por um técnico capacitado.
É de extrema importância que um representante do Cliente acompanhe a obra para fazer as medições de materiais e de metragens de perfuração.
5. Teste de Vazão.
Um conjunto motobomba será instalado no poço para realização do teste de vazão ou ensaio de vazão.
O teste terá a duração mínima de 24 (vinte e quatro) horas ininterruptas, onde será conhecidos a vazão, nível estático e nível dinâmico do poço.
Durante a realização do teste é coletado a água para análise físico-química e bacteorológica. Normas: NTA-60 ou Portaria 518 do Ministério da Saúde.
6. Relatório Final
Concluído o teste de vazão e com os dados da perfuração um relatório detalhado do poço será elaborado.
Este relatório contará com todas informações do poço que serão utilizadas para a próxima etapa, tais como:
- identificação
- perfil geológico
- características técnicas construtivas
- teste de bombeamento
- análise físico-química da água
7. Outorga
, “Se uma pessoa quiser fazer uso das águas de um rio, lago ou mesmo de águas subterrâneas, terá que solicitar uma autorização, concessão ou licença (Outorga) ao Poder Público”.
O uso mencionado refere-se, por exemplo, à captação de água para processo industrial ou irrigação, ao lançamento de efluentes industriais ou urbanos, ou ainda à construção de obras hidráulicas como barragens, canalizações de rios, execução de poços profundos, etc.
A outorga de direito de uso ou interferência de recursos hídricos é um ato administrativo, de autorização ou concessão, mediante o qual o Poder Público faculta ao outorgado fazer uso da água por determinado tempo, finalidade e da Política Estadual de Recursos Hídricos, essencial a compatibilização harmônica entre os anseios da sociedade condição expressa no respectivo ato.
Constitui-se num instrumento e as responsabilidades e deveres que devem ser exercidas pelo Poder concedente.
No Estado de São Paulo cabe ao DAEE o poder outorgante, por intermédio do Decreto 41.258, de 31/10/96, de acordo com o artigo 7º das disposições 64 9transitórias da Lei 7.663/91. (Fonte: Orientações para Utilização de Águas Subterrâneas no Estado de São Paulo, FIESP pág 29)
No estado de Minas Gerais cabe ao IGAM o poder outorgante e no Rio de Janeiro o SERLA.
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– Manutenção preventiva
Prevenir é melhor que remediar, já dizia o ditado. Aconselhamos que seja realizada uma manutenção preventiva a cada 18 meses.
Nesta manutenção executamos uma limpeza com aplicação de produtos químicos desicrustrantes, após a aplicação dos produtos químicos uma escova de aço ligada a uma sonda percussora faz a limpeza mecânica no poço aplicando movimentos ascendentes e descendentes até o fundo do poço. Uma vez terminado o escovamento descemos uma caçamba até o fundo para retirar os resíduos lá depositados (pedra, areia, etc), terminado essa fase instalamos uma tubulação que ligada a um compressor de 110 PSI fará o turbilhonamento e remoção das partículas mais finas.
Durante esse tempo analisaremos a tubulação edutora, conjunto motobomba, cabos elétricos e quadro de comando / proteção da bomba.
Caso haja necessidade de reparos ou trocas de materiais o cliente será informado.
Uma vez tudo revisado e reinstalado no poço será executado a desinfecção do poço com hipocloritos e coletado a água para análise.
Esse processo deverá ser repetido a cada 18 meses ou quando se fizer necessário.
É comprovadamente mais barato realizar uma manutenção preventiva do que uma corretiva.
Vantagens da Manutenção Preventiva
- Menor Custo
- Poder planejar uma fonte alternativa de abastecimento
- Não ficar com o poço (produção) parado
- Poder agendar data de execução dos serviços
- Não ser pego de surpresa com a caixa d’água vazia
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– Perfilagem ótica
Método utilizado para filmar o interior do poço para verificação das condições construtivas e geológicas do poço.
Uma câmera ligada a um guincho é inserida no interior do poço, aplicando movimento circular de 360°, na câmera lateral, inspeciona as paredes e uma câmera em baixo inspeciona o fundo do poço, transmitindo as imagens para um monitor/gravador instalados na unidade móvel que grava as imagens para elaboração do relatório.
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– Tamponamento de poços
Chega uma hora que por algum motivo o poço não pode ou não será mais utilizado, quando isso acontece, o tamponamento é necessário.
Todo processo de tamponamento deve ser executado de acordo com as normas técnicas estabelecidas.
Após o tamponamento um relatório fotográfico das fases será elaborado e junto com o anexo correspondente será protocolado no órgão público competente, para ser registrado.
Confira abaixo os passos para realização do tamponamento:

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– Análise de água - Potabilidade Simples
De acordo com as características de uso do poço um tipo de análise é requerido.
Potabilidade Simples é uma análise onde se verifica os itens básicos de potabilidade. Confira abaixo os itens que são analisados.
PH, Cor, Turbidez, Odor, Sabor, Sólidos Totais Dissolvidos, Alcalinidade de Hidróxidos, Alcalinidade de Carbonatos, Alcalinidade de Bicarbonatos, Dureza de Carbonatos, Dureza de Não Carbonatos, Dureza Total, Cloretos, Nitrogênio Amoniacal, Ferro, Nitrato, Nitrito, Sulfato, Condutividade, Gás Carbônico, Flúor.
Coliformes Totais, Coliformes Termotolerantes, E.coli, Bactérias Heterotróficas (48h).
Portaria 518 do Ministério da Saúde, esta analisa mais profundamente ás características físico-química da água, incluindo metais pesados e agrotóxicos.
Exames |
Parâmetros |
Físicos e Organolépticos |
pH; cor; turbidez; odor; sabor e sólidos totais dissolvidos. |
Químicos - Componentes Inorgânicos |
alumínio; antimônio; arsênio; bário; bromato; cádmio; cianeto; chumbo; cloro residual; cloreto; cloreto; cobre; cromo; dureza total; ferro total; fluoreto; manganês; mercúrio; monocloramina; nitrogênio-amônia; nitrogênio-nitrato; nitrogênio-nitrito; selênio; sódio; sulfato; sulfeto de hidrogênio; surfactantes; e zinco. |
Químicos - Componentes Orgânicos |
1,1-dicloroeteno; 1,2-diclorometano; 2,4,6-triclorofenol; acrilamida; benzeno; benzo[a]pireno; cloreto de vinila; diclorometano; estireno; etilbenzeno; monoclorobenzeno; tetracloreto de carbono; tetracloroeteno; tolueno; triclorobenzenos; tricloroeteno; e xileno. |
Químicos - Agrotóxicos |
2,4-D; alaclor; aldrin e dieldrin; atrazina; bentazona; clordano (isômeros); DDT (isômeros); endossulfan; endrin; glifosato; heptacloro e heptacloro epóxido; hexaclorobenzeno; lindano (g-BHC); metolacloro; metoxicloro; molinato; pendimetalina; pentaclorofenol; permetrina; propanil; simazina; trihalometanos totais; e trifluralina. |
Bacteriológicos |
coliformes totais; coliformes termotolerantes; e bactérias heterotróficas. |
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– Teste de vazão
Para a correta obtenção dos dados hidrológicos do poço é necessário à realização de um teste de vazão de no mínimo 24 horas de duração.
Durante o teste será medido a vazão e o rebaixamento do nível.
Ao término do teste será conhecidos o nível estático e nível dinâmico e a vazão horária.
Com base nos dados obtidos será possível dimensionar corretamente um conjunto de bombeamento.
– Pescaria
Quando há necessidade de retirar alguma coisa travada ou caída no interior do poço chamamos de pescaria.
Esta ocorre quando alguns cuidados não são tomados com o poço, como trabalhar por longos períodos sem realização de Limpeza, aplicação de materiais de qualidade duvidosa, acidentes durante execução de serviços ou mesmo por condições geológicas (produção de material de fratura).
Equipado com uma sonda percussora e ferramentas adequadas para esse fim realizamos a pescaria do objeto perdido dentro do poço.
Todavia vale lembrar que mesmo com toda experiência de nossos técnicos e materiais com tecnologia adequada, dependendo da forma que o travamento ocorreu ou mesmo do acidente poderá inviabilizar a pescaria.
– Reencamisamento de poços
Após anos de uso ou mesmo por problemas geológicos como produção de material de fratura, para não condenar o poço o mesmo pode ser reencamisado com diâmetro menor do originalmente construído.
Este trabalho é realizado após a identificação do problema via filmagem investigativa onde se determina o problema e a profundidade onde está ocorrendo.
– Poços de monitoramento
Este tipo de poço é utilizado para investigação da hidrogeologia local onde é necessário saber as condições do subsolo.
Durante o processo de perfuração o material extraído do poço pode ser analisado e após sua conclusão a água do subsolo pode ser analisada em busca de possíveis contaminações.
– Contrato de análises de portaria SS 65
De acordo com a Resolução SS-65 de 12/04/2005 do Estado de São Paulo, todo poço com utilização plurifamiliar ou industrial deverá ser cadastrado na ANVISA local e realizar um plano de amostragem com análises mensais de potabilidade para certificar que a água obedece aos níveis estabelecidos por esta portaria.
Determinado pela ANVISA análises da portaria 518 serão requeridas.
Esta mesma portaria é observada pelas companhias locais de saneamento.
Através de contrato anual de prestação de serviço, disponibilizamos aos nossos clientes um plano de amostragem mensal onde todo processo de coleta, análise e protocolização junto a ANVISA serão realizadas pela GEODRIL POÇOS ARTESIANOS LTDA .
– Licenças de perfuração e outorgas de direito de uso
Para se perfurar poços tubulares profundos, em cada estado é preciso obter uma lincença.
Para se obter a Licença de Execução de Poço Tubular Profundo são necessários:
• Localização do ponto de perfuração com as coordenadas em mapa topográfico;
• Estudo de avaliação hidrogeológica;
• Projeto do poço tubular profundo segundo normas ABNT, contendo descrição dos materiais a serem utilizados;
• Geologia e hidrogeologia da área;
• Informações de poços da região.
São exigidos também uma cópia da ART do responsável técnico pelo projeto e o comprovante de pagamento de emolumentos.